Introdução

By metin2

Os fenómenos sismológicos, designadamente os sismos, criam-se, abrandam, repousam e voltam sucessivamente a repetir-se pelas zonas e locais por onde anteriormente tenham ou não ocorrido. Sem dúvida, um processo de continuidade sem prazo marcado, possivelmente para dar razão àquela quase certeza de lugar onde a Terra tremeu, ela voltará a tremer.

Todos os sismos são diferentes. Em cada caso isolado, permanecem as dificuldades em encontrar as soluções definitivas e concludentes sobre os motivos próprios e circunstanciais que desencadearam os mecanismos no foco, antes e a seguir à ocorrência de um sismo.

A actividade tectónica e sísmica que permanentemente está a ocorrer, com maior ou menor desenvolvimento na camada superior da Terra, desde há cerca de sessenta anos atrás que vem sendo sustentada pela teoria das placas tectónicas. De acordo com este modelo, a sismicidade é reconhecida como uma das consequências de um pequeno número de extensas placas rígidas, em que as respectivas fronteiras constituem zonas de grande actividade sísmica. Dizem os geólogos que a idade do processo começou para lá dos 200 milhões de anos, quando o único continente que então existia resolveu continuar a desmembrar-se naquilo que, hoje, tão sedutoramente nos parece estático e firme.